11/05/12

LER OS CLÁSSICOS - 160

bernardim


Esperança minha, is-vos:
nam sei se vos verei mais,
pois tam triste me leixais.

Noutro tempo ua partida,
qu'eu nam quisera fazer,
me magoou minha vida
quanto eu nela viver.
Desta já quê posso crer:
que, pois qu'assi me leixais,
é pera nam tornar mais.

Após tamanha mudança
ou desaventura minha,
onde vos m'is, esperança,
vá-se todo o mais qu'eu tinha.
Perca-s'assi tam-nasinha
tudo, pois que nam olhais
quam tarde e mal me leixais.


Bernardim Ribeiro In "Cancioneiro de Garcia de Resende"

(Nota - magoou - o termo está aqui próximo do seu sentido originário - MACULARE -, imprimir nódoa, deixar um sinal; já quê - alguma coisa, isto; tam-nasinha - tão depressa. O n resultaria de um desdobramento
da nasal ou de uma assimilação: tan d'asinha, a melhor forma seria talvez tãnasinha).
Notas de Vítor Oliveira Mateus in http://adispersapalavra.blogspot.com/

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26/04/12

LER OS CLÁSSICOS - 159

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[Desordenado e continuado desejo, ciúmes e vanglória fazem no coração grande sentimento]


Os amores no coração fazem mais rijo e continuado sentimento que outra benqueren-

ça, por estas razões:

Primeira, por a contrariedade do entender que os contradiz, mostrando de uma parte quanto mal por eles se faz, defendendo que se não faça, e doutra o desejo que muito com eles reina, requerendo com grande afincamento que persevere no que há começado, fazem uma porfia que continuadamente dá grã pena de espírito, afã e cuidado, do que mui amiúde os namorados se queixam, a qual se não pode passar sem rijos sentimentos.
Segunda, porque rijo, desordenado e continuado desejo, ciúmes e vanglória fazem no coração grande sentimento. E porquanto estes reinam mais com amores que com outra benquerença, porém fazem maior sentido.
Terceira, porque assim como dizem as cousas costumadas não fazerem tanto sentir, por esse fundamento aquelas que se abalam convém que o acrescentem.
E pois que os amores nunca dão repouso por fazerem contentar de mui pequeno bem, assim como de uma boa maneira de olhar, gracioso rir, ledo falar, amoroso e favorável jeito, e de tal contrário se assanham, tomam suspeita, caem em tristeza, filhando tão rijo cuidado por uma cousa de nada, como se tocasse a todo seu bom estado, que o não deixa enquanto dura pensar em al livremente, mas como aquele que tem véu posto ante os olhos vê as cousas, dessa guisa ele pensa em todas outras fora do seu fundamento por cima daquele cuidado que lhe faz parecer todas as folganças nada, não havendo aquela que mais deseja.
E se a cobrasse, que tristeza nunca sentiria, o que é tão errado pensamento como bem demonstram muitos exemplos, os quais não quer consentir que se creiam, posto que claramente de demonstrem, pensando que nunca semelhante como ele sentiu que o contrário pudesse sentir, o que adiante as mais das vezes se demonstra mui desvairado do que parece.
E por aqui se pode bem conhecer, posto que não caia em outro erro, quanto perigo é trazer um tal cuidado assim reinante em ele, que o não deixe pensar em cousa livremente sem haver dele lembramento, e como constrangido cuidar em qualquer outro feito por pesado que seja, para o coração no que tais amores lhe mandam quer embargar seu sentido, desamparando todos os outros por necessários que sejam.
E por estas razões convém que traga e faça maiores sentimentos que outra maneira de amar.
o leal conselheiro   
 rei d. duarte -Leal Conselheiro

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05/04/12

procissão
Quinta-feira santa


Numa Quinta-Feira Santa, com suas puras faces brancas,
Em cores verde, azul e vermelho, andam 
..................................................aos pares crianças
Até a cúpula de Saint Paul, como o Tamisa em procissão.
Grisalhos bedéis seguem à frente, com alvas varas
..................................................de condão.

Ó, essas flores londrinas parecem uma multidão,
Sentadas lado a lado, luz que brilha em irradiação;
Um rebanho de cordeiros murmurando sua canção:
Mil crianças inocentes levantando suas mãos.


Qual o poderoso vento ou celestial trovão,
Em um coro harmonioso, aos céus elevam sua entoação;
Sob eles sentam anciãos, guardiões dos que não têm nada.
Tem piedade e não basta um anjo da tua morada.

William Blake
Tradução: Gilberto Sorbini e Weimar de Carvalho

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22/03/12

LER OS CLÁSSICOS -157


Não arredo o pé do árduo caminho, por cansado; nem retiro as mãos da obra que se me apresenta, por indolente; nem qual desesperado, viro as costas ao inimigo que se me opõe, nem como deslumbrado, desvio os olhos do divino objeto: no entanto, sinto-me geralmente reputado um sofista, que mais procura parecer sutil do que ser verídico; um ambicioso, que mais se esforça por suscitar nova e falsa seita do que por consolidar a antiga e verdadeira; um trapaceiro que procura o resplendor da glória impingindo as trevas dos erros; um espírito inquieto que subverte os edifícios da boa disciplina, tornando-se maquinador de perversidade. Oxalá, Senhor, que os santos numes afastem de mim todos aqueles que injustamente me odeiam; oxalá que me seja sempre propício o meu Deus; oxalá que me sejam favoráveis todos os governantes do nosso mundo; oxalá que os astros me tratem tal como à semente em relação ao campo, e ao campo em relação à semente, de maneira que apareça no mundo algum fruto útil e glorioso do meu labor, acordando o espírito e abrindo o sentimento àqueles que não têm luz de intelecto; pois, em verdade, eu não me entrego a fantasias, e se erro, julgo não errar intencionalmente; falando e escrevendo, não disputo por amor da vitória em si mesma, mas por amor da verdadeira sapiência e fervor da verdadeira especulação me afadigo, me apoquento, me atormento.

Giordano Bruno
encontrado em  http://palavraguda.wordpress.com/

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20/02/12

LER OS CLÁSSICOS - 156

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Perto da minha dama e longe do meu querer,
tão cheio de desejo e medo ao mesmo tempo,
o coração me falha e nas palavras tremo
quanto a poder dizer o que quero dizer.


«Bela», disse eu, « de dor fazeis-me estremecer,
 e nem sei o que digo, e nem sei o que penso,
 perto da minha dama e longe do meu querer.

De todas as demais nem desejo saber,
numa só coloquei todo o bem a um tempo,
Libertar-me ousarei do terror em que tremo
para pedir enfim que me façais valer
perto da minha dama e longe do meu querer?»

Alain Chartier.(1385-1433)
Lido em aguarelas de turner- http://aguarelast.blogspot.com/

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01/02/12

LER OS CLÁSSICOS - 155

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[os meus gostos em matéria de livros]


A minha inclinação em matéria de livros (disse ele), de todos os que estão presentes é bem conhecida; somente poderei dar agora de novo a razão dela. Sou particularmente afeiçoado a livros de história verdadeira, e, mais que às outras, às do reino em que vivo e da terra onde nasci; dos Reis e Príncipes que teve; das mudanças que nele fez o tempo e a fortuna; das guerras, batalhas e ocasiões que nele houve; dos homens insignes, que, pelo discurso dos anos, floresceram; das nobrezas e brasões que por armas, letras, ou privança se adquiriram. O que me inclinou à escolha desta lição que tive alguma de um homem muito douto em o que o deve desejar de ser e parecer o que é nascido; ao qual ele dizia que o que mais convinha que soubesse era o apelido que tinha, donde lhe veio, quem foram seus passados, que armas lhe deixaram, a significação e fundamento da figura delas, como se adquiriram ou acrescentaram, os Reis que reinaram na sua pátria, as crónicas deles, os princípios, as conquistas, as empresas e o esforço dos seus naturais; porque, falando deles nas terras estranhas, ou na sua com estrangeiros, saiba dar verdadeira informação de suas cousas. E, alcançadas estas, lhe estará bem tudo o que mais puder saber das alheias. E, na verdade, nenhuma lição pode haver que mais recreie e aproveite que a que sei que é verdadeira, e, por natural, ao desejo dos homens deleitosa.

Francisco Rodrigues Lobo - em Corte na Aldeia 
encontrado também em  http://cortenaaldeia.blogspot.com

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24/12/11

LER OS CLÁSSICOS -154

virgem Maria 

Branca estais e colorada
Virgem sagrada!
Em Belém, vila do amor,
Da rosa nasceu a flor;
Virgem sagrada!
Em Belém, vila do amor,
Nasceu a rosa do rosal;
Virgem sagrada!
Da rosa nasceu a flor,
Pera nosso Salvador;
Virgem sagrada!
Nasceu a rosa do rosal,
Deus e homem natural,
Virgem sagrada!


Gil Vicente

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04/12/11

LER OS CLÁSSICOS - 153




















Ulisses a Nausicaa


Nunca meus olhos viram
criatura tão bela como tu,

nem homem nem mulher cuja beleza
me confundisse tanto!
Só uma vez em Delos, junto ao altar de Apolo,
vi qualquer coisa de parecido
um ramo de palmeira ... a subir para o céu


Homero, Odisseia
trad. de David Mourão Ferreira

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31/10/11

LER OS CLÁSSICOS - 152

Não arredo o pé do árduo caminho, por cansado; nem retiro as mãos da obra que se me apresenta, por indolente; nem qual desesperado, viro as costas ao inimigo que se me opõe, nem como deslumbrado, desvio os olhos do divino objeto: no entanto, sinto-me geralmente reputado um sofista, que mais procura parecer sutil do que ser verídico; um ambicioso, que mais se esforça por suscitar nova e falsa seita do que por consolidar a antiga e verdadeira; um trapaceiro que procura o resplendor da glória impingindo as trevas dos erros; um espírito inquieto que subverte os edifícios da boa disciplina, tornando-se maquinador de perversidade. Oxalá, Senhor, que os santos numes afastem de mim todos aqueles que injustamente me odeiam; oxalá que me seja sempre propício o meu Deus; oxalá que me sejam favoráveis todos os governantes do nosso mundo; oxalá que os astros me tratem tal como à semente em relação ao campo, e ao campo em relação à semente, de maneira que apareça no mundo algum fruto útil e glorioso do meu labor, acordando o espírito e abrindo o sentimento àqueles que não têm luz de intelecto; pois, em verdade, eu não me entrego a fantasias, e se erro, julgo não errar intencionalmente; falando e escrevendo, não disputo por amor da vitória em si mesma, mas por amor da verdadeira sapiência e fervor da verdadeira especulação me afadigo, me apoquento, me atormento.

Giordano Bruno

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11/10/11

LER OS CLÁSSICOS - 151


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Estupendo

estupendo,
um jardim em chamas.

o meu coração carece de todas as formas:
um prado para as gazelas,
um mosteiro para os monges,
um chão sagrado para os ídolos,
ka'ba para o peregrino circular,
as tábuas de Tora,
os pergaminhos do Corão.

eu creio no amor,
seja em que esquina a sua caravana vire.
e esta é a minha certeza,
esta é a minha fé.

Ibn ‘Arabī
versão de Pedro Calouste

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13/09/11

LER OS CLÁSSICOS - 150


arte

Perto da minha dama e longe do meu querer,
tão cheio de desejo e medo ao mesmo tempo,
o coração me falha e nas palavras tremo
quanto a poder dizer o que quero dizer.

«Bela», disse eu, « de dor fazeis-me estremecer,
 e nem sei o que digo, e nem sei o que penso,
 perto da minha dama e longe do meu querer.

De todas as demais nem desejo saber,
numa só coloquei todo o bem a um tempo,
Libertar-me ousarei do terror em que tremo
para pedir enfim que me façais valer
perto da minha dama e longe do meu querer?»


(Alain Chartier. 1385-1433)

'roubado' a  aguarelas de turner- http://aguarelast.blogspot.com/

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29/07/11

LER OS CLÁSSICOS - 149

[Seja, pois, raro o apreço.]

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Há cultura do gosto, assim como do engenho. Relevantes ambos, são irmãos de um mesmo ventre, filhos da capacidade, herdados por igual na excelência. Engenho sublime nunca criou gosto rasteiro. Há perfeições como sóis e há perfeições como luzes. Galanteia a águia o sol, perde-se nele a mariposa pela luz de uma candeia e toma-se a altura a uma torrente pela elevação do gosto. Tê-lo bom é já algo, tê-lo relevante muito é. Ligam-se os gostos à comunicação, e só por sorte se avista quem o tenha superlativo. Têm muitos por felicidade (de empréstimo será) gozar do que lhes apetece, condenando a infelizes todos os demais; mas desforram-se estes com as mesmas linhas, assim se podendo ver uma metade do mundo rindo-se da outra, com maior ou menor necessidade. É qualidade um gosto crítico, um paladar difícil de satisfazer; os mais valentes objectos temem-no e as mais seguras perfeições receiam-no. É a avaliação preciosíssima, e regateá-la é próprio de discretos; toda a escassez em moeda de aplauso é fidalga e, ao contrário, os desperdícios de estima merecem castigo de desprezo. A admiração é vulgarmente um manifesto da ignorância; não nasce tanto da perfeição dos objectos, quanto da imperfeição dos conceitos. São únicas as perfeições de primeira grandeza: seja, pois, raro o apreço.  


PhotobucketBaltasar Gracián y Morales
encontrado em   http://cortenaaldeia.blogspot.com/2010

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16/07/11

LER OS CLÁSSICOS - 148

autores

[essas velhas fábulas]

Quem disse alguma vez que há deuses lá nos céus?
Não há, não há, não há. Não deixem que ninguém,
mesmo crente sincero nessas velhas fábulas,
com ela vos engane e vos iluda ainda.
Olhai o que acontece, e dai a quanto digo
a fé que isto merece: eu afirmo que os reis
matam, roubam, saqueiam à traição cidades,
e, assim fazendo, vivem muito mais felizes
que quantos dia a dia pios são e justos.
Quantas nações pequenas, bem fiéis aos deuses,
sujeitas são dos ímpios com poder e força,
vencidas por exércitos que as escravizam.
E vós, se me vez de trabalhar rezais aos deuses,
e deixais de lutar para ganhar a vida,
aprendereis que os deuses não existem. Que todas
as divindades significam só
a sorte, boa ou má, que temos neste mundo.

Eurípedes ( Grécia - Ática ... 480-405 a. C.)
excerto de " Belerofonte"

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21/06/11

LER OS CLÁSSICOS -147



http://www.youtube.com/watch?v=HXZoPH06d3c&feature=player_embedded

Espero que os amigos entendam o italiano...não consigo encontrar o meu exemplar das Metamorfoses de Ovídio...Para colmatar esta falha, o resumo da lenda, tal como vem na wikipedia:

«Narciso era um belo rapaz, filho do deus do rio Céfiso e da ninfa Liríope. Por acasião de seu nascimento, seus pais consultaram o oráculo Tirésias para saber qual seria o destino do menino. A resposta foi que ele teria uma longa vida, se nunca visse a própria face. Muitas moças e ninfas apaixonaram-se por Narciso, quando ele chegou à idade adulta. Porém, o belo jovem não se interessava por nenhuma delas. A ninfa Eco, uma das mais apaixonadas, não se conformou com a indiferença de Narciso e afastou-se amargurada para um lugar deserto, onde definhou até que somente restaram dela os gemidos. As moças desprezadas pediram aos deuses para vingá-las. Nemesis apiedou-se delas e induziu Narciso, depois de uma caçada num dia muito quente, a debruçar-se numa fonte para beber água. Descuidando-se de tudo o mais, ele permaneceu imóvel na contemplação ininterrupta de sua face refletida e assim morreu. No próprio Hades ele tentava ver nas águas do Estige as feições pelas quais se apaixonara.»

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15/06/11

LER OS CLÁSSICOS - 146

bâteau 4

Ai quantas vezes,
ai quantas, quantas
no turvo mar,
o mar penteado
pelas rajadas
como a desordem
da cabeleira
de uma mulher,
eu suspirei,
morto em saudade
pela doçura
de regressar.


Arquíloco,séc.VII a.c
in «Poesia de 26 Séculos - De Arquíloco a Nietzsche», tradução de Jorge de Sena, Edições ASA

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11/05/11

LER OS CLÁSSICOS - 141

Photobucket


Time is very slow for those who wait
Very fast for those who are scared
very long for those who lament
ery short for those who celebrate
But for those who love time is eternal

William Shakespeare




"O tempo é lento demais para aqueles que esperam,
longo demais para aqueles que sofrem,
curto demais para aqueles que estão alegres,
mas... para aqueles que amam,
o tempo é eterno!»
trad.:?

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06/04/11

LER OS CLÁSSICOS - 140

retratos


Ora que a competir com teu cabelo


Ora que a competir com teu cabelo
ouro brunhido ao sol reluz em vão,
e com desprezo, no relvoso chão,
vê tua branca fronte o lírio belo;

ora que ao lábio teu, para colhê-lo,
se olha mais do que ao cravo temporão,
e ora que triunfa com desdém loução
teu colo de cristal, que luz com zelo;

colo, cabelo, fronte, lábio ardente
goza, enquanto o que foi na hora dourada
ouro, lírio, cristal, cravo luzente

não só em prata ou viola cortada
se torna, mas tu e isso juntamente
em terra, em fumo, em pó, em sombra, em
...................................................nada.


Luís de Gôngora, s.XVII
Trad. de Péricles Eugênio da Silva Ramos

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03/04/11

PÉROLAS - 221

dança

Vem,
Te direi em segredo
Aonde leva esta dança.


Vê como as partículas do ar
E os grãos de areia do deserto
Giram desnorteados.


Cada átomo
Feliz ou miserável,
Gira apaixonado
Em torno do sol.
Rumi persa,s-XIII

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01/04/11

LER OS CLÁSSICOS - 139


arte
img.turner

 

Ai quantas vezes,
ai quantas, quantas
no turvo mar,
o mar penteado
pelas rajadas
como a desordem
da cabeleira
de uma mulher,
eu suspirei,
morto em saudade
pela doçura
de regressar.

Arquíloco (s.VII-a.C)
(in «Poesia de 26 Séculos - De Arquíloco a Nietzsche», tradução de Jorge de Sena, Edições ASA)

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28/03/11

PENSAR - 123

autores

Depois que os ambiciosos de domínio se tornam donos e déspotas dos Estados, das coisas e dos traidores que a ele se venderam, oh, então! Então o déspota, conhecedor da vileza de seus agentes, retira-lhes a confiança, atirando-os fora como limões espremidos. Se já passou o tempo que ocorreram esses factos, o tempo de sabê-lo é sempre palpitante para os homens de responsabilidade"

Demóstenes,s.IV-a.C

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