14/04/12

cambiar el mundo

encontrado no FBook

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13/04/12

PENSAR - 142


  
[…] Mais peut-être faut-il aussi aimer la solitude pour parvenir à ne pas être seul. C’est parce qu’ils retrouvent au printemps «leur arbre», qui a traversé ce qu’on pourrait appeler, bien à tort peut-être, la solitude de l’hiver, qu’y reviennent au printemps les oiseaux.

Marguerite Yourcenar, Les Yeux ouverts
Entretiens avec Matthieu Galey



[...] Mas talvez seja necessário amar a solidão, para conseguirmos não estar sós.É porque reencontram na Primavera « a sua árvore»que atravessou o que , com ou sem razão,possamos chamar a solidão do inverno, que, na primavera,lá regressam as aves.

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10/04/12

PENSAR - 141


roland barthes

"A História proíbe-nos de ser não actuais"

"Tudo o que é anacrónico é obsceno. Como divindade (moderna), a História é repressiva, a História proíbe-nos de ser não actuais. Do passado, apenas suportamos a ruína, o monumento, o mau gosto, o retrógrado, que é divertido; reduzimo-lo, este passado, à sua única assinatura. O sentimento de amor está fora de moda e essa moda nem como espectáculo pode ser recuperada: o amor sucumbe fora do tempo próprio; nenhum sentido histórico, polémico, lhe pode ser dado: é nisso que reside a sua obscenidade."


Roland Barthes 

Encontrado no blogue à portuguesa – http://aldinaduarte.blogspot.pt/

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11/03/12

PENSAR - 140


lingua portuguesa

"Da minha língua vê-se o mar..."


"Uma língua é o lugar donde se vê o Mundo e em que se traçam os limites do nosso pensar e sentir.
Da minha língua vê-se o mar.
Da minha língua ouve-se o seu rumor,
como da de outros se ouvirá o da floresta
ou o silêncio do deserto.
Por isso a voz do mar foi a da nossa inquietação."

Vergílio Ferreira
Ver/ouvir também:
http://www.youtube.com/watch?v=6yCAguhsnXs

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04/03/12

PENSAR - 139

Agustina b.luis

Possivelmente, todos nós, nas terras da Europa, nos parecemos. Temos uma sensibilidade comum perante a vida e as suas mudanças. O que mais nos agrada é inventariar as coisas do progresso para não nos iludirmos com ele. Mas, acima de tudo, amamos tudo aquilo que afinal não está na agenda da celebridade. Amamos os quatro favores da pobreza, que são: o humor, o vínculo ao quotidiano, o respeito pela morte e por tudo o que a pode atrasar ou activar. E amamos os caminhos da terra que percorremos sem descanso, mesmo quando somos obrigados a um ofício sedentário.

Agustina Bessa-Luís

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28/02/12

PENSAR- 138

abbas kiarostami

‎"No fundo, é isso, a solidão: envolvermo-nos no casulo 
da nossa alma, fazermo-nos crisálida e aguardarmos a metamorfose. Porque ela acaba sempre por chegar."

August Strindberg

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12/02/12

PENSAR - 137










A Única Alegria Neste Mundo é a de Começar
(excerto)
A única alegria neste mundo é a de começar. É belo viver, porque viver é começar, sempre, a cada instante. Quando esta sensação desaparece - prisão, doença, hábito, estupidez - deseja-se morrer. 
[...]
Cesare Pavese, in "O Ofício de Viver"
Encontrado em  citador -www.citador.pt/

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22/01/12

OMNIA VINCIT AMOR - 173


Photobucket


"Não posso decidir ainda como deverá ela ser compreendida; assim, conservo-me perfeitamente quieto, apagado - sim, como a sentinela na trincheira que se lança por terra a fim de escutar o menor eco do inimigo que avança. porque, para ela, eu não existo; não se trata de uma relação negativa, mas de uma relação inexistente: até aqui não ousei qualquer experiência. - Vê-la e amá-la, é assim que se exprimem nos romances - sim, é assaz verdadeiro desde que o amor não tenha dialéctica; mas, ao fim e ao cabo, que podem os romances ensinar-nos acerca do amor? Apenas mentiras que ajudam a passar o tempo."

 Soren Kierkegaard 

encontrado em blogue à portuguesa - http://aldinaduarte.blogspot.com/

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15/01/12

PENSAR - 136


as formas do silêncio

Um lugar para o silêncio

O nosso imaginário social destinou um lugar subalterno para o silêncio. Há uma ideologia da comunicação, do apagamento do silêncio, muito pronunciada nas sociedades contemporâneas. Isso se expressa pela urgência do dizer e pela multidão de linguagens a que estamos submetidos no cotidiano. Ao mesmo tempo, espera-se que se estejam produzindo signos visíveis (audíveis) o tempo todo. Ilusão de controle pelo que “aparece”: temos de estar emitindo sinais sonoros (dizíveis, visíveis) continuamente.
(…)
Compreender o silêncio não é, pois, atribuir-lhe um sentido metafórico em sua relação com o dizer (“traduzir” o silêncio em palavras), mas conhecer os processos de significação que ele põe em jogo. Conhecer os seus modos de significar.

Enni Puccinelli Orlandi

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05/01/12

PENSAR -135

-tolentino-mendo...


"Talvez o mais importante fosse dizermos a nós próprios: 'hoje estive diante de um território que não entendi'; 'hoje folheei lentamente o que corria para além de mim'; 'hoje vi deflagrar o inatendido'. Porque entender é também reduzir."

José Tolentino de Mendonça 
encontrado em http://aldinaduarte.blogspot.com/

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22/12/11

SERMÃO DO BOM LADRÃO (excertos)


Bem quisera eu, que o que hoje determino pregar, chegara a todos os reis, e mais ainda aos estrangeiros que aos nossos. (...) Nem os Reis podem ir ao Paraíso sem levar consigo os ladrões, nem os ladrões podem ir ao inferno sem levar consigo os Reis. (...) Vejamos agora como os mesmos reis, se quiserem, podem levar consigo os ladrões ao paraíso. (...) Com uma palavra; mas palavra de rei. Mandando que os mesmos ladrões, os quais não costumam restituir, restituam efectivamente tudo o que roubaram. Executando assim, salvar-se-ão os ladrões, e salvar-se-ão os reis. (...)
Tempos houve em que os demónios falavam, e o mundo os ouvia; mas depois que os ouvia os políticos ainda é pior o mundo.

Padre António Vieira, Sermão do Bom Ladrão, pregado em Lisboa em 1655

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17/12/11

PENSAR-135

Boa pergunta:
«se a vida começa aos 40 porque nascemos com tanta antecedência?»

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06/12/11

PENSAR - 134

 autores

 os povos serão cultos na medida em que entre eles crescer o número dos que se negam a aceitar qualquer benefício dos que podem; dos que se mantêm sempre vigilantes em defesa dos oprimidos não porque tenham este ou aquele credo político, mas por isso mesmo, porque são oprimidos e neles se quebram as leis da Humanidade e da razão; dos que se levantam, sinceros e corajosos, ante as ordens injustas, não também porque saem de um dos campos em luta, mas por serem injustas; dos que acima de tudo defendem o direito de pensar e de ser digno.

Agostinho da Silva, in Diário de Alcestes
Encontrado em memória soltas de professor- http://msprof.blogspot.com/

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10/11/11

PENSAR-133



A Pátria não é a terra; não é o bosque, o rio, o vale, a montanha, a árvore, a bonina: são-no os afectos que esses objectos nos recordam na história da vida...



Alexandre Herculano
pindaro

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05/11/11

PENSAR - 132

[TEATRO]

 (...)
Sonho com uma crítica violenta, parcial, fraterna,. Injusta se  conseguirem, apaixonada filha da obra, sua antagonista e companheira, não quero viver sozinho. Mas que fazer agora que a imprensa é a voz da unanimidade e o Sol parece que voltou a girar à volta dos bancos – que já não são os dos Médicis?

Jorge Silva Melo


Resumo da conferência Não gosto dos críticos, proferida no Grande Auditóriio da Culturgest a 26 de Setembro de 2011
Publ. em Atual-Expresso, em 22 de nov.2011

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19/10/11

PENSAR - 130


europeus


Possivelmente, todos nós, nas terras da Europa, nos parecemos. Temos uma sensibilidade comum perante a vida e as suas mudanças. O que mais nos agrada é inventariar as coisas do progresso para não nos iludirmos com ele. Mas, acima de tudo, amamos tudo aquilo que afinal não está na agenda da celebridade. Amamos os quatro favores da pobreza, que são: o humor, o vínculo ao quotidiano, o respeito pela morte e por tudo o que a pode atrasar ou activar. E amamos os caminhos da terra que percorremos sem descanso, mesmo quando somos obrigados a um ofício sedentário.


agustina bessa-luís in dicionário imperfeito

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28/08/11

PENSAR - 129


casal ao sol

[Mais ou menos...]

"A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, e até ter um governo mais ou menos. A gente pode dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro. A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos...TUDO BEM! O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum...é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos. Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos..."

Chico Xavier

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07/08/11

PENSAR - 128



Viver no mundo segundo a opinião do mundo é fácil; como também é fácil viver solitário segundo nós mesmos; mas o grande homem é aquele que mantém, em meio à multidão, com perfeita brandura, a independência da solidão.

Ralph Emerson

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28/07/11

SOMOS

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23/06/11

ESCREVER - 98


[a palavra secreta]

Qual é mesmo a palavra secreta? Não sei é porque a ouso? Não sei porque não ouso dizê-la? Sinto que existe uma palavra, talvez unicamente uma, que não pode e não deve ser pronunciada. Parece-me que todo o resto não é proibido. Mas acontece que eu quero é exatamente me unir a essa palavra proibida. Ou será? Se eu encontrar essa palavra, só a direi em boca fechada, para mim mesma, senão corro o risco de virar alma perdida por toda a eternidade. Os que inventaram o Velho Testamento sabiam que existia uma fruta proibida. As palavras é que me impedem de dizer a verdade.

Clarice Lispector

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