06/05/12

mother's day

painel do google de hoje

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Em Dia da Mãe

NO DIA DAS MÃES


carta de amor

mãe, tenho pena. esperei sempre que entendesses 
as palavras que nunca disse e os gestos que nunca fiz. 
sei hoje que apenas esperei, mãe, e esperar não é suficiente. 

pelas palavras que nunca disse, pelos gestos que me pediste 
tanto e eu nunca fui capaz de fazer, quero pedir-te 

desculpa, mãe, e sei que pedir desculpa não é suficiente. 

às vezes, quero dizer-te tantas coisas que não consigo, 
a fotografia em que estou ao teu colo é a fotografia 
mais bonita que tenho, gosto de quando estás feliz. 

lê isto: mãe, amo-te. 

eu sei e tu sabes que poderei sempre fingir que não 
escrevi estas palavras, sim, mãe, hei-de fingir que 
não escrevi estas palavras, e tu hás-de fingir que não 
as leste, somos assim, mãe, mas eu sei e tu sabes. 
 


José Luís Peixoto

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01/05/12

No Dia do Trabalhador

25/04/12

a poesia está na rua

25 de abril-h.v.silva 
Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo 
 
                         Sophia de Mello Breyner Andresen

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É PRECISO ACREDITAR DE NOVO E SEMPRE

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Belo e difícil este país de não
Ternura e sol de meu amor
Reino de fantasmas de navios
Dedos gigantes abarcando o mar

Ah pudesse eu agarrar no meu país

E dá-lo todo todinho a esta esperança nova


Amélia Pais 
(6.08.1969 - em reposição,porque sim)

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23/04/12

DIA MUNDIAL DO LIVRO

[Da newsletter da Assírio e Alvim]
em https://mail.google.com/mail/#inbox/136de80a376d0888

Todos os dias são bons para visitar uma livraria 

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22/04/12

Earth Song

DIA DA TERRA

Lembra-nos o google no seu mural.

dia da terra 2012, do google
o como está/o como queremos que volte a estar
Para saber o porquê: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_da_Terra

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08/04/12

Hallelujah



do Messias - de  Georg Friedrich Händel
 pelo Choir of King's College, Cambridge

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05/04/12

procissão
Quinta-feira santa


Numa Quinta-Feira Santa, com suas puras faces brancas,
Em cores verde, azul e vermelho, andam 
..................................................aos pares crianças
Até a cúpula de Saint Paul, como o Tamisa em procissão.
Grisalhos bedéis seguem à frente, com alvas varas
..................................................de condão.

Ó, essas flores londrinas parecem uma multidão,
Sentadas lado a lado, luz que brilha em irradiação;
Um rebanho de cordeiros murmurando sua canção:
Mil crianças inocentes levantando suas mãos.


Qual o poderoso vento ou celestial trovão,
Em um coro harmonioso, aos céus elevam sua entoação;
Sob eles sentam anciãos, guardiões dos que não têm nada.
Tem piedade e não basta um anjo da tua morada.

William Blake
Tradução: Gilberto Sorbini e Weimar de Carvalho

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02/04/12

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL


para todos os meninos do mundo

O meu cavalo de rodas
não era só para rodar, 
mal a casa adormecia
partíamos a galopar.


Pra sossego da mãezinha,
 abalava sem dar sinal,
 e eu saía como o Quixote
pela porta do quintal.


Mundo fora, à aventura,
fizesse escuro ou luar,
uma vez estive em Elvas
outra além de Gibraltar.


Que proezas não fiz montado
no meu cavalo rodeiro,
montes, vales, serras fora,
não tinha estremas o roteiro!


E não se diga que eu sonhava,
que bem ouvia os relinchos
do cavalinho ligeiro,
ora a galope, ora aos pinchos.


Que sonhos de glória e ilusão
alimentou o meu corcel gris?!
Só o cavalo branco de Napoleão,
Herói eu igual ao Amadis!



Aquilino Ribeiro

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28/03/12

Millor Fernandes -breve homenagem ao humorista que nos deixou ontem

millor fernandes


"A sátira é mais eficaz do que o panfleto: a agressão é incómoda, penosa, por isso quase sempre esquecida. A piada dá prazer, ela pede para ser repetida e multiplicada. Adolf Hitler ficou furioso quando viu O Grande Ditador de Charles Chaplin, Charlot. O poderoso Fuhrer não temia ser combatido mas apavorava-se em ser ridicularizado."

millor-logoMillôr Fernandes - 1924-2012

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27/03/12

DIA MUNDIAL DO TEATRO

luzes da ribalta
Luzes da ribalta

"... o teatro precisa que as personagens que aparecem em cena levem um traje de poesia (...)  mas que ao mesmo tempo se   lhes vejam os ossos e o sangue..."
                                                                                                Federico Garcia Lorca

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25/03/12

ANTONIO TABUCCHI, O MAIS PORTUGUÊS DOS ESCRITORES ITALIANOS

antonio tabucchi
A mulher de Porto Pim
(excerto)

Todas as noites canto, porque sou pago para isso, mas as canções que ouviste eram pézinhos e sapateiras para os turistas de passagem e para aqueles americanos que se estão a rir lá ao fundo e que daqui a pouco se vão embora aos ziguezagues. As minhas verdadeiras canções são só quatro chama-ritas, pois o meu repertório é escasso, e depois eu estou a ficar velho, e fumo de mais e a minha voz está rouca. Tenho de vestir este balandrau açoreano que se usava em tempos, porque os americanos gostam do pitoresco, depois voltam para o Texas e contam que estiveram numa tasca, numa ilha perdida, onde um velho com uma capa cantava o folclore do seu povo. Querem a viola de arame que dá este som de feira melancólica, e eu canto-lhes modinhas pirosas onde a rima é sempre a mesma, mas tanto faz, eles não percebem e, como vês, bebem gin tónico. Mas tu, o que é que procuras, que todas as noites vens aqui? Tu és curioso e procuras outra coisa, porque é a segunda vez que me convidas a beber, mandas vir vinho «de cheiro» como se fosses dos nossos, és estrangeiro e finges falar como nós, mas bebes pouco e depois ficas calado e esperas que fale eu. Disseste que és escritor e, no fundo, talvez a tua profissão tenha alguma coisa a ver com a minha. Todos os livros são estúpidos, há sempre pouco de verdadeiro neles, e contudo li muitos nos últimos trinta anos, mesmo italianos, naturalmente todos traduzidos, aquele de que mais gostei chamava-se Canaviais no vento, de uma tal Deledda, leste-o? E depois tu és jovem e gostas de mulheres, bem vi como olhavas para aquela mulher muito bonita com o pescoço alto, olhaste para ela toda a noite, não sei se estás com ela, também ela olhava para ti e talvez te pareça estranho, mas tudo isto acordou em mim qualquer coisa, deve ser porque bebi de mais. Sempre escolhi o demais na vida e isto é uma perdição, mas não há nada a fazer quando se nasce assim.

(...)

Nota pessoal:
É esta a minha homenagem, pequena, ao grande escritor italiano hoje falecido. Um dia ele contou que, estando como adido cultural em Espanha, encontrou numa estação um  um pequeno livro, de um tal Álvaro de Campos, intitulado de Bureau de Tabac. Comprou, leu, e de imediato pediu transferência para Lisboa que viria a ser, em boa parte, como para Fernando Pessoa, o seu «lar» - onde morreu hoje e vai ser sepultado. Aqui casou com Maria José Lencastre. Os dois traduziram para italiano a Poesia de Fernando Pessoa - com o título Una sola multitudine. Pessoa, de resto, teria influência sobre a sua própria obra romanesca.O primeiro livro que dele li foi justamente este, de que publico um pequeno extracto.Em tempos passei-o, integral, na Prosa da semana.Depois, continuei a lê-lo sempre com muito agrado.Um dos seus livros, Afirma Pereira daria lugar a um filme de Manoel de Oliveira, em que participou, entre outros, Marcello Mastroiani - que seria o seu último filme.Creio também que um outro dos seus livros, Nocturno Indiano, daria lugar a um filme.

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21/03/12

DIA MUNDIAL DA POESIA -2012


ESTE TEMPO DA «FROL» QUE HOJE SE COMEMORA:

Proençaes soen mui ben trobar

e dizem eles que é cõ amor;
Mais os que trobem no tempo da frol
e non en outro, sei eu ben que non
am tam gram coita no seu coraçom
qual m’eu per mha senhor vejo levar.


Pero que trobã e sabem loar
sas senhores o mais e o melhor
que eles podem, soõ sabedor
que os que trobã quand’a frol sazõ
á, e no ante, se deus me perdon
nõ am tal coita quel eu ei sen par.


Ca os que trobã e que s’alegrar
vã eno tempo que ten a color
a frol cõsigu’e, tãto que se for
aquel tempo,logu’en trobar razõ
no an, nem vive[en] qual perdiçõ
oj’eu vivo, que pois m’a de matar.


Dom Dinis, rei e poeta (s.XIII)

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19/03/12

DIA DO PAI

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As mãos de meu Pai


  As tuas mãos têm grossas veias como cordas azuis
sobre um fundo de manchas já da cor da terra
— como são belas as tuas mãos
pelo quanto lidaram, acariciaram ou fremiram da nobre
..................................................cólera dos justos…                                                                             
Porque há nas tuas mãos, meu velho pai, essa beleza que 
.......................................se chama simplesmente vida. 
 E, ao entardecer, quando elas repousam nos braços da tua
 ....................................... ...       cadeira predileta,
uma luz parece vir de dentro delas…
Virá dessa chama que pouco a pouco, longamente, vieste
                          alimentando na terrível solidão do mundo,
como quem junta uns gravetos e tenta acendê-los contra
..................................................................o vento?                                                                                               
Ah! como os fizeste arder, fulgir, com o milagre das 
...............................................................tuas mãos!
E é, ainda, a vida que transfigura as tuas mãos nodosas…
essa chama de vida — que transcende a própria vida
e que os Anjos, um dia, chamarão de alma. 

Mário Quintana

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08/03/12

dia da mulher-8.03

-encontrado no FBook

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EM MAIS UM DIA INTERNACIONAL DA MULHER


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RECORDEMOS UM LIVRO PIONEIRO ENTRE NÓS
( e porque ainda há muito a fazer em Portugal e no Mundo)


"Desde o princípio tiveram os homens de se julgar semideuses caídos de sua graça por obra da mulher; e logo depois tiveram que se inventar redimidos através do ventre de nova mãe, essa santa, essa capaz de conhecer Deus no seu ventre e de no seu ventre incarnar o deus salvador, depois chamado o filho do homem – que ironia rebuscada – na sua vida e nos seus actos exemplares. Porque o homem vai fazendo o mundo e cavando o seu tumulo, e vai chamando a mulher, então dizendo-lhe «mãe», para que esta lhe nomeie o mal e o bem, e lho signifique, e tome em si o absurdo insuportável da ordem das coisas, e vai o homem fazendo o mundo sobre o ventre acolhedor e produtor da mulher, então dizendo-lhe «coisa de mim», e posto na mulher o mal e o bem e o absurdo insuportável da ordem das coisas é então justo que seja ela a primeira vítima, ela a culpada até ao momento em que finalmente o homem chama a mulher, dizendo-lhe «mulher», e repara que está vazio o lugar a seu lado"

[Maria Isabel Barreno, Maria Velho da Costa, Maria Teresa Horta]
 -Novas Cartas Portuguesas, Futura, 1974;re-impressão em 2010-ed.D.Quixote

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23/02/12

Zeca Afonso



Saudades desta voz que se calou há 25 anos


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