10/05/12

O PRAZER DE LER -129

literatura

" A literatura, porque se dirige ao coração, à inteligência, à imaginação e até aos sentidos, toma o homem por todos os lados; toca por isso em todos os interesses, todas as ideias, todos os sentimentos; influi no indivíduo como na sociedade, na família como na praça pública; dispõe os espíritos; determina certas correntes de opinião; combate ou abre caminho a certas tendências; e não é muito dizer que é ela quem prepara o berço aonde se há-de receber esse misterioso filho do tempo- o futuro. "

Antero de Quental, Prosas da Época de Coimbra

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27/04/12

O PRAZER DE LER -133

encontrado no FBook

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23/04/12

DIA MUNDIAL DO LIVRO

[Da newsletter da Assírio e Alvim]
em https://mail.google.com/mail/#inbox/136de80a376d0888

Todos os dias são bons para visitar uma livraria 

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18/04/12

O PRAZER DE LER - 131



 encontrado no FBook

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02/04/12

DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL


para todos os meninos do mundo

O meu cavalo de rodas
não era só para rodar, 
mal a casa adormecia
partíamos a galopar.


Pra sossego da mãezinha,
 abalava sem dar sinal,
 e eu saía como o Quixote
pela porta do quintal.


Mundo fora, à aventura,
fizesse escuro ou luar,
uma vez estive em Elvas
outra além de Gibraltar.


Que proezas não fiz montado
no meu cavalo rodeiro,
montes, vales, serras fora,
não tinha estremas o roteiro!


E não se diga que eu sonhava,
que bem ouvia os relinchos
do cavalinho ligeiro,
ora a galope, ora aos pinchos.


Que sonhos de glória e ilusão
alimentou o meu corcel gris?!
Só o cavalo branco de Napoleão,
Herói eu igual ao Amadis!



Aquilino Ribeiro

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07/03/12

O PRAZER DE LER - 128

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01/02/12

LER OS CLÁSSICOS - 155

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[os meus gostos em matéria de livros]


A minha inclinação em matéria de livros (disse ele), de todos os que estão presentes é bem conhecida; somente poderei dar agora de novo a razão dela. Sou particularmente afeiçoado a livros de história verdadeira, e, mais que às outras, às do reino em que vivo e da terra onde nasci; dos Reis e Príncipes que teve; das mudanças que nele fez o tempo e a fortuna; das guerras, batalhas e ocasiões que nele houve; dos homens insignes, que, pelo discurso dos anos, floresceram; das nobrezas e brasões que por armas, letras, ou privança se adquiriram. O que me inclinou à escolha desta lição que tive alguma de um homem muito douto em o que o deve desejar de ser e parecer o que é nascido; ao qual ele dizia que o que mais convinha que soubesse era o apelido que tinha, donde lhe veio, quem foram seus passados, que armas lhe deixaram, a significação e fundamento da figura delas, como se adquiriram ou acrescentaram, os Reis que reinaram na sua pátria, as crónicas deles, os princípios, as conquistas, as empresas e o esforço dos seus naturais; porque, falando deles nas terras estranhas, ou na sua com estrangeiros, saiba dar verdadeira informação de suas cousas. E, alcançadas estas, lhe estará bem tudo o que mais puder saber das alheias. E, na verdade, nenhuma lição pode haver que mais recreie e aproveite que a que sei que é verdadeira, e, por natural, ao desejo dos homens deleitosa.

Francisco Rodrigues Lobo - em Corte na Aldeia 
encontrado também em  http://cortenaaldeia.blogspot.com

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26/11/11

O PRAZER DE LER -127

 ler

[As águas do rio-excerto] 
(...)
Àquela pergunta de bolso “se só pudesse escolher um livro para levar para uma ilha deserta onde passaria sozinho o resto da sua vida?” só se pode responder “o livro que nunca foi escrito”, que é como quem diz, todos os livros do mundo, a “Biblioteca” de Borges – porque talvez apenas exista no mundo um único livro. E temos duas hipóteses: quando esse livro for escrito deixará de haver livro, esse ou qualquer outro; ou, esse livro nunca poderá ser escrito. Num e noutro caso, porém, trata-se sempre do mesmo: da incessante busca do que não pode ser escrito (dito, lido, porque na verdade essas distinções pouco dizem do processo de procura). É a poesia, a arte, Deus ou qualquer outro artifício que nos leva à louca e insensata procura de atingir uma verdade sobre nós e mun do (tanto faz a precedência), sabendo, mesmo que não se saiba, que é coisa que não se pode alcançar. Nunca. E esse é o seu fascínio, da natureza do sagrado – ao mesmo tempo fascinante e terrífico.
 Carlos Alberto Machado
 O texto integral pode ser lido em

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08/11/11

O PRAZER DE LER -126

ler

Livros para deitar fora

Confesso: não sou capaz de deitar livros fora. De resto, eu pertenço a uma geração que tem muita dificuldade em deitar fora seja o que for. Por isso os objectos vão-se acumulando e eu perguntando-me "o que é que faço a isto?" Já pensei em fazer uma trouxa e ir vendê-los para a Feira da Ladra, mas os meus horários não me permitem ficar lá uma data de horas à espera de ver aparecer multidões interessadas em galhardetes, quadros com o brazão de juntas de freguesia de terras que nem sei onde ficam, frascos de perfume há muito vazios, amostras de tecidos, restos de lãs que nem para quadrados de mantas de patchwork já servem, etc.
Mesmo assim, de vez em quando tapo a vista com a mão, encho-me de coragem, e reúno sacos a abarrotar de lixarada, e venho colocá-los à noite ao lado dos contentores, não vá passar alguém que ainda lhes descubra serventia. Mas livros é que não. Livros não sou mesmo capaz. O pior é que, para lá de receber muitos livros (os meus amigos pertencem quase todos ao ramo…), eu ainda sou uma compradora compulsiva! Compro livros porque são de autores de que eu gosto, ou porque li uma crítica que me entusiasmou, ou até - assumo… - porque têm capas que são um espanto… Mas às vezes, prometem muito e dão pouco. Então, periodicamente, encho caixotes de livros que vou enviando para bibliotecas ou escolas: livros que sei que nunca mais vou reler, livros que tenho em várias reedições, ou até livros de que eu, pessoalmente, até posso não gostar mas entendo que outros amem de paixão.
Mas não é desses que estou a falar: refiro-me àqueles que não mereceriam (se eu fosse capaz…) outro destino a não ser o lixo. Tão maus, ou tão inúteis, ou tão fora de prazo que não me passa pela cabeça dá-los nem ao meu pior inimigo. Nos primeiros tempos da revolução, quando, de repente, descobrimos que podíamos viajar para os países até então proibidos da Europa de Leste, era fatal: regressávamos todos de lá vergados ao peso de toneladas de volumes encadernados com todas as intervenções dos camaradas nos diversos órgãos de soberania dos seus países. E - requinte dos requintes! - muitos deles na língua original. Lembro-me de ter tido de comprar um saco só para nele enfiar os discursos do camarada Jivkov, que me ofereceram na minha primeira ida à Bulgária. Digam-me: o que é que eu lhes faço?
Contava o meu querido Alçada Baptista que uma das suas tias, ao ver-se confrontada com a pergunta de uma das criadas ("o que é que eu faço às listas velhas do telefone?") terá respondido: " dê a um pobrezinho."
Se calhar, vou seguir-lhe o exemplo. Tal como eu, ela também era de um tempo em que não se deitava nada fora.

Alice Vieira -JN,9.05.09

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08/09/11

O PRAZER DE LER -125


ler

[acontece na literatura como na vida]

"E Schopenhauer também parecia ter visitado essa província mundana e néscia quando dizia que acontece na literatura como na vida: para qualquer lado que nos voltemos, chocamos logo com a incorrigível vulgaridade da humanidade, que está em legiões em todo o lado, enchendo tudo, e sujando tudo, como as moscas no Verão, e daí a quantidade de livros maus, aquilo a que ele chamava a erva daninha."
Enrique Vila-Matas-em O Mal de Montano
Publicado em http://welcometoelsinore.blogspot.com

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27/07/11

POETAS MEUS AMIGOS - 151

LER
 
dos livros

os livros que leio são uma extensão minha
os outros estão escritos numa língua estrangeira
a esses vou arrancando as páginas até restar nas mãos
uma fogueira. depois imagino que alguém que passe por eles
me traga um lugar onde o sol me queime os dedos
os meus lábios falam do resto da minha tristeza
e eu escureço lentamente com o segredo das árvores

 Maria Azenha

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22/07/11

O PRAZER DE LER -124


livros e
maçã

«A literatura é uma actividade fundamental e de nenhuma maneira uma especialização. Deve ocupar um lugar importante na vida de todas as pessoas, porque é uma fonte de conhecimentos e uma fonte extraordinária de prazer. Essa é e mensagem que trago aos jovens: convencê-los de que os livros são importantes porque não há diversão mais sã, exaltante e estimulante; um bom livro realmente criativo, agudiza a nossa sensibilidade, desenvolve em nós um grande sentido crítico e transforma a nossa existência.»

Mário Vargas LLosa

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18/05/11

O PRAZER DE LER - 123

ler

[El mundo de la perfección]


El mundo de la literatura, el mundo del arte, es el mundo de la perfección.
Es el mundo donde la belleza, que es lo que en última instancia le da su independencia, su verdad, su autenticidad, nos enfrenta a la acabado, a lo absolutamente abarcable con el conocimiento, con la conciencia además con una visón esférica que jamás llegamos a tener. Entonces, cuando nosotros regresamos de una gran novela, de ese mundo de ilusión, de ese espejismo, deslumbrante que es el de una ficción lograda que se nos impone como una verdad irresistible a este mundo nuestro, cuál es la reacción natural? El cotejo es inevitable. Y la conclusión de ese cotejo es el de que pequeño es este mundo comparado con ese mundo tan grande, tan rico del que acabamos de salir. Y que feo, mediocre y sórdido es este mundo comparado con ese mundo donde todo aprecia tan bello, incluso las peores aspectos de la condición humana, las manifestaciones más sombrías, tétricas, crueles de lo que es el hombre tenia un encanto que el escritor, el creador había conseguido impregnarle, que a nosotros nos lo hacia aceptable, incluso emocionante y por lo tanto bello.

Mario Vargas Llosa
Encontrado em http://cortenaaldeia.blogspot.com/

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02/04/11

NO DIA MUNDIAL DO LIVRO INFANTIL

afinal : ler não sobrecarrega ninguém...
não é mesmo?

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26/03/11

O PRAZER DE LER - 122

... são para ser lidos e/ou oferecidos

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13/03/11

O PRAZER DE LER - 121

escrever

Tipos de livros


Livros que leste.
Livros que não leste.
Livros que não podes deixar de ler.
Livros que podes deixar de ler.
Livros já lidos sem sequer ser preciso abri-los.
Livros que se tu tivesses mais vidas para viver certamente também os lerias.
Livros demasiado caros que esperas poder comprar em saldos.
Livros que podes pedir a alguém que tos empreste.
Livros que todos leram, portanto é quase como se tu os tivesses lido também.
Livros que há tanto tempo planeias ler.
Livros que queres possuir para os teres à mão em todas as circunstâncias.
Livros que poderias pôr de lado para leres talvez este Verão.
Livros que fariam muito jeito para equilibrar a perna do sofá.
Livros que te inspiram uma curiosidade repentina, frenética e não justificável.
Livros lidos há tanto tempo que seria hora de os releres.
Livros que fazes conta que leste e que seria hora de te decidires a lê-los.de facto.


Italo Calvino

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09/02/11

O PRAZER DE LER -120

autores

A Importância da Segunda Leitura

Há escritores, dissera eu a Gambetti, que entusiasmam o leitor, quando este os lê pela segunda vez, em muito mais alto grau do que na primeira vez, com Kafka sempre me acontece assim. Conservo Kafka na memória como um grande escritor, tinha eu dito a Gambetti, mas, ao relê-lo, fiquei absolutamente com a impressão de ter lido um ainda muito maior. Não há muitos escritores que, à segunda leitura, se tornem mais importantes, mais admiráveis, na sua maior parte lemo-los pela segunda vez e envergonhamo-nos de alguma vez os ter lido, com centenas de escritores assim nos acontece, mas não com Kafka nem com os grandes russos, Dostoievski, Tolstoi, Turgueniev, Lermontov, nem com Proust, com Flaubert, com Sartre, que para mim se contam entre os maiores de todos. Não me parece que seja mau o método de ler uma segunda vez os escritores que tínhamos lido uma vez e nos tinham impressionado, pois eles são nesse caso ou ainda muito maiores, muito mais importantes, ou a sua importância desvanece-se por completo.
Thomas Bernhard, in 'Extinção'

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07/01/11

O PRAZER DE LER - 119

SABEDORIA

formatado e publicado por carmen cynira no seu blogue http://petalasdealcachofra.blogspot.com/

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20/12/10

O PRAZER DE LER - 118

25/11/10

O PRAZER DE LER - 117

ler

«Lemos porque, mesmo que ler não seja imprescindível para se viver, a vida se torna mais livre, mais clara, mais vasta para aqueles que lêem do que para aqueles que não lêem».

Antoine Compagnon,Para que serve a literatura
Cit. em http://universosdesfeitos-insonia.blogspot.com/

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