05/08/11

DOM BELTRÃO



D. BELTRÃO (Roncesvales)


Três voltas dei ao castelo
sem achar por dond'antrar.
Cavaleiro d' armas brancas
viste-lo por qui passar?
Eu vi-o morto n' areia
com a cabeça no juncal.
Três feridas tinha no corpo
todas três eram mortal:
por uma Ih' antrava o sol
pela outra o luar.
Pla mais pequena de todas
um gavião a voar
com as asas mui abertas
sem nas ensanguentar.
Três voltas dei ao castelo
sem achar por dond'antrar.


in Horta de Literatura de Cordel-org.por Mário Cesariny

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11/06/11

Le temps des cerises



Cerejas, brancas,vermelhas
espalhadas pelos caminhos
sois os brincos das orelhas
das filhas dos pobrezinhos


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06/01/10

DIA DE REIS NA POESIA E TRADIÇÃO POPULARES



Quando eu era pequena era outro dia de festa - para além das janeiras, cantavam-se os reis, e as crianças andavam de casa em casa, cantando e pedindo «os reis». Aqui vai uma breve evocação na poesia popular.

Já chegaram a Belém,
Visitar Deus Menino,
Que Nossa Senhora tem.

Os três reis do Oriente,
Tiveram um sonho profundo,
Que nasceu o Deus Menino,
Qu'e o Salvador do Mundo.

Os três reis do Oriente,
Seguiram o seu destino,
Guiados por uma estrela,
Adorar o Deus Menino.

A cabana era pequena,
Não cabiam todos três,
Adoraram o Deus Menino,
Cada um de sua vez.

Nasceu alegria,
Não pode haver mais,
Já nasceu Jesus,
Bendito sejais, bendito sejais.

Ó da casa, nobre gente,
Senhores desta morada,
Escutai e ouvireis,
Esta nobre embaixada.

Quem diremos nós que viva,
Por cima da salsa crua,
Viva lá o menino,
Que é o mais lindo da rua.

recuperado de http://www.coolkids.guarda.pt/

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27/08/09

CANTIGA DE RODA



Cantiga de Roda

Indo eu por i abaixo – em busca dos meus amores
Encontrei um laranjal – carregadinho de flores
Eu deitei-me à sombra dele – que não me queimasse o sol
Acordei de madrugada – ao cantar do rouxinol
Rouxinol que tão bem cantas – onde fostes a aprender
Aos palácios da rainha – onde o rei estava a escrever
O rei estava na janela – a rainha no quintal
Atirando-se um ao outro – com pedrinhas de cristal
Um atira, o outro atira – não se puderam acertar
Estavam colhendo laranjas – No seu rico laranjal
A do fundo a vintém – a do meio a real
A do cimo d'alto preço – ninguém lhe pode chegar

do cancioneiro transmontano

Também cantado por Vitorino

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23/07/09

ALENTEJO NÃO TENS SOMBRA

Alentejo não tens sombra
Senão a que vem do céu
Abrigue-se aqui, menina,
Debaixo do meu chapéu.

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